<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7003983450441383596</id><updated>2012-02-16T10:48:46.572-08:00</updated><title type='text'>POESIAS DE EDNA FIALHO</title><subtitle type='html'>ANTÔNIO POETA, POESIAS, POEMAS, PENSAMENTOS, PROSAS, OPINIÃO, CRÔNICAS, CONTOS, MULHERES, FILHOS, SINOPSES, TROVAS, METAFÍSICO,  RELIGIÃO, ESPÍRITISMO, REENCARNAÇÃO, POLÍTICA, RESPEITO, CHICO XAVIER, SANTA SARA, COMPORTAMENTO HUMANO, AUTO AJUDA, AMOR, FOSSA, INFIDELIDADE, PAIXÃO, NAMORO, CARINHO, TERNURA, GIFS ANIMADAS PARA ORKUT E BLOG, BACKGROUND</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ednafialho.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7003983450441383596/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ednafialho.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>portalantoniopoeta3</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02687495638533261908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_KZnDknSGDAw/So4nEo1l8pI/AAAAAAAAAAM/ijAySi-VNiA/S220/Z13srb51.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7003983450441383596.post-7978911540043966856</id><published>2010-11-24T13:11:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T13:22:26.370-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff6600;"&gt;Solidão a dois; Desenlace!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;Faz muito tempo...&lt;br /&gt;Muito antes do depois,&lt;br /&gt;Bem no meio a nos dois; _ que a solidão se instalou.&lt;br /&gt;Não é mero recurso do curso de nossas vidas,&lt;br /&gt;Hoje tão divididas, açoitarem-se ao esquecimento.&lt;br /&gt;Lamento, mas parece que tudo já está certo,&lt;br /&gt;E de discreto nada mais tem.&lt;br /&gt;Não se trata de iludir, pois, o diluir se instalou,&lt;br /&gt;E restaurou o ofício do acaso do fim de um caso de amor.&lt;br /&gt;O que foram feitos dos toques, desejos de carne,&lt;br /&gt;Arranhões... Palavrões balbuciados... _ Cortejos?&lt;br /&gt;Hoje apenas empurrões quando o “sexo” se concretiza.&lt;br /&gt;O que foi feito dos beijos calientes que aqueciam a alma,&lt;br /&gt;Estremecendo corpos num rompante de delícias a se compor;&lt;br /&gt;_ O que foi feito do amor...???&lt;br /&gt;Os anos se passaram e com eles todos os esquemas,&lt;br /&gt;Que queimavam em orgasmos, compulsão!&lt;br /&gt;Agora... Outra história rapidamente e sem furor,&lt;br /&gt;Apenas ao acaso de num sarro,&lt;br /&gt;Um esquentar quase a morno acusar.&lt;br /&gt;Perdeu-se o olhar faminto do desejar.&lt;br /&gt;Viras para o lado. Viro pro outro. Nada a falar;&lt;br /&gt;_ Nada a querer além do que aconteceu rapidinho,&lt;br /&gt;Sem ternura sem carinho, sem o ninho dos braços,&lt;br /&gt;Que num laço nos prendia, absorvia e acalmava.&lt;br /&gt;Confusão de memórias arraigadas à história,&lt;br /&gt;De nos dois que passou se perdeu, não vingou...&lt;br /&gt;Como tantas histórias de amor que nunca foi amor,&lt;br /&gt;Esvaíram-se, porque se tivesse sido amor,&lt;br /&gt;Mesmo que na mesmice do cotidiano,&lt;br /&gt;Estaríamos enfrentando juntos, abraçados... Lado a lado...&lt;br /&gt;E mesmo depois do desejo concretizado diríamos algo parecido...&lt;br /&gt;- Ainda não acabou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Convença-me...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Convença-me de que não mais me queres!&lt;br /&gt;Que quando me olhas não se deslocas até minha boca e perde-se em devaneios.&lt;br /&gt;Convença-me que não ficas incinerado pelo olhar descuidado,&lt;br /&gt;Embriagado e sujeito a loucura dilaceradora de ter-me em ti.&lt;br /&gt;Que não divagas entre as minhas coxas que se desnudam atrevidas,&lt;br /&gt;Quando o vento eleva minha saia e mostra-lhe resquícios de meus joelhos.&lt;br /&gt;Convença-me de que não entras em ebulição quando sentes o meu cheiro a te açoitar,&lt;br /&gt;Ao perceber meu ventar passando entre tuas lembranças revoltas e libertinas...&lt;br /&gt;Convença-me que não representei vida e que um dia não te matei de ciúmes...&lt;br /&gt;Convença a ti mesmo que não sou pra sempre o teu éden, a tua comoção diária, o teu furor,&lt;br /&gt;Convença a ti mesmo que consegues viver sem minhas carícias madrugada infindas...&lt;br /&gt;Que o delito de amor é muito menor que o nó que se formou,&lt;br /&gt;E que não deixei vestígios letárgicos em tua alma.&lt;br /&gt;Convença a ti mesmo que não sou ainda a única e só depois venha me falar...&lt;br /&gt;De sóis e luas e de mundo e de tudo e nada... Só depois!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Em mim...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mulher indolente que me excita.&lt;br /&gt;Que confronta minha mente em permanente ebulição...&lt;br /&gt;Essa mulher que é a secura louca da mais leviana boca,&lt;br /&gt;_ da minha excitação!&lt;br /&gt;Mulher que me estraga e estraçalha em convulsão,&lt;br /&gt;Que me abriga em seus seios fartos e me devasta com as mãos.&lt;br /&gt;É o meu elo eterno de um amor insano, profano do qual me esgano,&lt;br /&gt;Não quero admitir, e me diluo só pra não proferir: _ Permito!&lt;br /&gt;Por preconceito, por medo de me envolver e lhe entregar minha vida,&lt;br /&gt;Não quero tocá-la de pronto, mas imagino seu toque em mim; _ Levito!&lt;br /&gt;Mulher bandida que me alicia, quando me acaricia,&lt;br /&gt;Com palavras maliciosas, dengosa...&lt;br /&gt;Desejo absoluto!_ Quebra-me a espinha,&lt;br /&gt;Quando carpina o olhar a me devorar.&lt;br /&gt;Perco-me no divagar da pele de seda, cheirosa,&lt;br /&gt;Envolvente a me armar em riste,&lt;br /&gt;Reluto, mas meu desejo é atirar-me em seu corpo,&lt;br /&gt;Apaziguar minha alma depois do profano acontecer...&lt;br /&gt;Reluto e invento motivos pra não querer "Gostar",&lt;br /&gt;Mas... Meu corpo me denuncia e delira só de lembrar,&lt;br /&gt;O cheiro do corpo dela uma aquarela em quimeras a me embrenhar,&lt;br /&gt;O que faço do meu desejo do beijo, das pernas...&lt;br /&gt;O que faço do meu coração desobediente a gritar:_ Quero essa mulher!&lt;br /&gt;Alucinado, arrasto-me até o pecado do seu toque que me eriça...&lt;br /&gt;Desejo cego de imensurável perdição, armadilha que aproxima,&lt;br /&gt;Esquarteja e sucumbe a excitação... Demência!&lt;br /&gt;Venha ser meu mundo, meu passeio ao seio da escuridão a revelar,&lt;br /&gt;Seu corpo de deusa, desejo demoníaco, prazer dos anjos...&lt;br /&gt;Não tenho como não lhe "sonhar"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Cala a tua boca e me beija&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Cala a tua boca e me beija!&lt;br /&gt;Enrola tua língua na minha, me suga, me aperta, me deita e afaga-me inteira.&lt;br /&gt;Abraça-me! _ Sinta o meu corpo no teu corpo roçar se contorcer...&lt;br /&gt;Num prazer imenso, intenso e propenso à alucinação,&lt;br /&gt;Conduz uma das mãos em volta da minha cintura macia,&lt;br /&gt;Aperta-me com paixão e no beijo se nutra do meu amor.&lt;br /&gt;Cala a tua boca e me beija! Delira!&lt;br /&gt;Assombra-me nos escombros do imaginar...&lt;br /&gt;Fecha os olhos nessa exacerbação de almas me faça implorar... _ me acenda!&lt;br /&gt;Compreenda que meu mundo não existe sem o teu.&lt;br /&gt;Quero-te nessa alquimia declarada que me agrada que me convence;&lt;br /&gt;_ Eu te pertenço,_ sou tua escrava! _ Me amarra! _ Me acorrenta!&lt;br /&gt;Rasga-me a camisola, joga tudo ao chão, pensa que estamos em nuvens,&lt;br /&gt;Alimentando-nos de nós mesmos.&lt;br /&gt;Embola-me entre os lençóis e me pega de jeito.&lt;br /&gt;Do jeito que só você sabe pegar. Do jeito que eu não consiga sair,&lt;br /&gt;Da maravilhosa prisão de ter-te em mim.&lt;br /&gt;Ousadamente mergulhe em minh'alma todo o seu furor de amor...&lt;br /&gt;Contemple-me com tua boca que louca balbuciará meu nome.&lt;br /&gt;Seja meu vício de querer em ti me viciar.&lt;br /&gt;Erga meus braços pela parede clara e declara que és meu homem,&lt;br /&gt;Que podes me usar ultrapassar os sentidos do implorar.&lt;br /&gt;Afago teu peito másculo, cheiroso e gostoso,&lt;br /&gt;Como se fosse um vinho a me embriagar...&lt;br /&gt;Acaba com a minha necessidade de ti, me faça arder; _ quero-te!&lt;br /&gt;Trôpega e aturdida perco-me em ti... Percas-te em mim!&lt;br /&gt;Prisão que ilude e transforma em doce abnegação...&lt;br /&gt;Mas me algeme em pleno ar a levitar.&lt;br /&gt;Não me deixe soltar... Transtorne-me!&lt;br /&gt;Sou tua, me aprisione pra depois com teus beijos me libertar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;És meu tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Quem és tu que me cegas em dia claro e me consomes quando a noite vem?&lt;br /&gt;Quem és tu que me intranquiliza enquanto não me tocas, enquanto não me roças...&lt;br /&gt;E que, quando me roças, tocas minh’alma perdida e submissa a ti?&lt;br /&gt;A abstinência de ti me maltrata; _ me induz a rumos que desconheço.&lt;br /&gt;Sem resumo, sem história, avilto-me na memória um imensurável desejo; _ fraquejo!&lt;br /&gt;Esquálida, sucumbo à dor de não ter-te!&lt;br /&gt;Turvo meu olhar incinerado de paixão quando se vais.&lt;br /&gt;Sou refém do teu corpo; _ ele é minha prisão,&lt;br /&gt;Quando me contorço a procurar-te em desespero.&lt;br /&gt;Sou nada! Sou chão se, não me vens ao menos no pensamento.&lt;br /&gt;Recrio momentos, abandono-me inteira e sem eira nem beira faço-me escrava de ti.&lt;br /&gt;Quem és tu que participas que não voltas mais para mim deixando-me assim,&lt;br /&gt;Numa atitude derrotista de tristeza sem fim.&lt;br /&gt;Teu sorriso sarcástico me divide em pedaços; _ cacos... Migalhas.&lt;br /&gt;Terços de uma medida acondicionada a pensamentos menores...&lt;br /&gt;Sentimentos sequelados, anestesia velada e a dor que não passa.&lt;br /&gt;Colocas-me numa caixa pequena, presa ao chão, insólita, sem plumo.&lt;br /&gt;Reinvente uma querência por mim, toca-me devagar me sentindo.&lt;br /&gt;Sinta meu cheiro suave, o gosto de minha língua devassa... _ Toca-me!&lt;br /&gt;Quem sabe assim, não deixes de me olhar só por olhar e crie vínculos.&lt;br /&gt;Revire minh’alma do avesso, descubra-me amada,&lt;br /&gt;Em um olhar mais profundo; _ És meu tudo!&lt;br /&gt;Tu irás constatar que, sempre fui o sonho que nunca te permitistes “Sonhar”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Apenas um poema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Rosas amarelas, luz de velas, subitamente tua silhueta meu poema,&lt;br /&gt;Rosas cativas sobre a mesa repousam esperando teu olhar contemplar.&lt;br /&gt;Na penumbra vejo teu vestido vermelho, desejo em gotas, sedução.&lt;br /&gt;Teu rosto angelical, perfídia, pele de seda a açoitar-me pensamentos,&lt;br /&gt;Decoração da minh’alma é tua silhueta num justo vestido.&lt;br /&gt;Adentramos um oráculo do desejo, quando num beijo,&lt;br /&gt;Fazemo-nos flutuar, arder, entregar corpos e vida...&lt;br /&gt;Deito-te ali mesmo, na mesa, entre as velas e flores que se rendem,&lt;br /&gt;É tua beleza que se sobrepõe àquelas rosas amarelas,&lt;br /&gt;Releio teu olhar incinerado de paixão, de amor!&lt;br /&gt;Teu corpo me pede e se cala quando ofereces a mim,&lt;br /&gt;A flor mais linda e perfumada...&lt;br /&gt;Sem juízo apenas em súplicas e sussurros ao ouvido&lt;br /&gt;Pedimo-nos, permitindo-nos muito mais... _Quero tua alma!&lt;br /&gt;Acalma-me depois do prazer profundo,_ aquieta meu coração!&lt;br /&gt;Meu mundo parou quando você surgiu languida, sensual...&lt;br /&gt;Entrelaçou e aviltou minha alma no carnal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu bem maior!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou felina, sou menina, sou mulher, sou tudo que você quiser.&lt;br /&gt;Sou sua voz, sua vida, sou nuances do dia colorido, o negro da despedida...&lt;br /&gt;Rebento do germinar e a couraça que faz matar,&lt;br /&gt;A paixão, o sossego, rebuscar de um apego, companhia sem par...&lt;br /&gt;Sou seu anjo, seu demônio, sua fada safada,_ que promove orgias,&lt;br /&gt;Madrugadas infindas, ensejando meu doce e salgado desejo... O beijo a clamar!&lt;br /&gt;Sou o seu despertar ofegante e o delirar mais calmante do verbo “gozar”!&lt;br /&gt;Me desnudo ainda menina. Tudo a validar; _ acontecer! _ É prazer!&lt;br /&gt;Você manda você pede, você faz! Eu seria incapaz de esconder-me,&lt;br /&gt;De negar-lhe o que tenho de melhor a lhe oferecer... O meu “ser mulher”!&lt;br /&gt;Alimento o seu ego quando me entrego e lhe recebo.&lt;br /&gt;Não há mundo sem você. Não há realidade maior e mais linda que você.&lt;br /&gt;Por isso e tudo mais, eu seria capaz de entregar minha alma ao demônio,&lt;br /&gt;Só para não lhe perder...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Teu corpo... Minha prisão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Eu passeio no teu corpo em mil viagens...&lt;br /&gt;Comando a emoção, o frenesi,_ desoriento-nos!&lt;br /&gt;Agitando-nos em mãos de proa, que guiam nossos destinos.&lt;br /&gt;Missão que aperta e apega, derruba e desnuda,_ libertação!&lt;br /&gt;Entorpece e se faz perder... Se achar... E muito mais se entregar.&lt;br /&gt;Sobre a cama vejo-te insana a se contorcer por mim.&lt;br /&gt;O som que ouço de ti é doce, implorante,_ me excita!&lt;br /&gt;Aqueio-me sobre tuas pernas, enlaçando-as entre meus quadris.&lt;br /&gt;Exonerado de mim, me movo em ti...&lt;br /&gt;Dentro de ti, mexo e remexo me esfrego... Afago-te.&lt;br /&gt;Quase um flagelo humano me deixas tonto sem mais o que mover...&lt;br /&gt;Na visão de teu sexo faminto e pungente,&lt;br /&gt;Latejando indolente a enviar-me a mensagem que tanto gosto:_ Quero mais!&lt;br /&gt;Estranha sensação de pertencer,&lt;br /&gt;Domar, sugar e não mais me desgrudar.&lt;br /&gt;Cheiro de fêmea em puro cio, arrepio que deixas o meu enlouquecer...&lt;br /&gt;Boca que te lambe te pede e se perde no corpo sem pelos...&lt;br /&gt;Adoro te sonhar, ter você nua e me desfazer em vertigens de pura alucinação,&lt;br /&gt;Compulsão sem deter a comoção-doação! Entrega desmedia de almas, de corpos...&lt;br /&gt;Sonâmbulo, perambulo minha língua na linguagem dos sentidos,&lt;br /&gt;Dos teus sentidos - ruídos meus, ofegantes e distintos.&lt;br /&gt;Instinto selvagem da miragem que cura e dá alívio, mas que ao mesmo tempo,&lt;br /&gt;Aumenta meus batimentos cardíacos a quase me desfalecer... É prazer!&lt;br /&gt;_ És linda e doce! Teu cheiro me enfeitiça...&lt;br /&gt;Atiças-me quando exponhes tua flor sutileza de toque macio,&lt;br /&gt;E dessa exposição delicada e desarmada me aprisionas a visão.&lt;br /&gt;Flor do amor. Seleta e única. Veneno e antídoto de fórmulas perdidas,&lt;br /&gt;Num deserto onde a miragem acopla a fertilismo...&lt;br /&gt;Contemplo-te a te bulinar. Eu gosto de te sentir louca a me despertar.&lt;br /&gt;Doce alucinação do contemplar o que se tem tesão,&lt;br /&gt;E tocar o que se vai usar com a imaginação do imaginar,&lt;br /&gt;Do agir, agitar, e agilmente te propor repor as energias num grito grandioso de gozo!&lt;br /&gt;Pedes mais, tiras-me a paz, por ter ainda um tempo que esperar...&lt;br /&gt;Não consigo resistir as tuas súplicas por mais e de novo,&lt;br /&gt;E o recomeço se faz numa guerra entre os lençóis onde só um vencedor,&lt;br /&gt;E capaz de ecoar a paz... O amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuspe e giz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emoldurada em tela preta, o branco de suas curvas surgem.&lt;br /&gt;Como uma aparição que cambaleia até se firmar&lt;br /&gt;Invadindo a imaginação e permeia minha visão cansada de lhe buscar.&lt;br /&gt;Seria o frio do giz que não fala nada apenas rabisca suas curvas precisas,&lt;br /&gt;Preciosos contornos de percalços a divagar o meu querer de você?&lt;br /&gt;Alma errante corpo pulsante no desejo do beijo do cheiro do corpo...&lt;br /&gt;Meu desalento. Tormento estampado em ebulição numa cena presa à cama&lt;br /&gt;Que se perde a lhe desenhar. Como testemunha do meu rabiscar a tela preta,&lt;br /&gt;O giz esfarinha-se, como a epígrafe da alma dispersa,&lt;br /&gt;Que começa a transfigurar momentos...&lt;br /&gt;O retrato que se faz presente em minha frente traz certezas e decepções.&lt;br /&gt;São magias as minhas fantasias tocar cada pedacinho de você,&lt;br /&gt;Reler seus lábios murmurantes e errantes no corpo meu.&lt;br /&gt;A luz incide diáfana como o tule que encobre,&lt;br /&gt;As curvas desejosas de um corpo _ diamante,&lt;br /&gt;Transpus as estrelas que qualhavam o céu,&lt;br /&gt;Para o firmamento dos meus olhos pidões...&lt;br /&gt;Fiz-me reluzir, lhe atrair do negro ao cuspe do giz...&lt;br /&gt;Assim, feliz lhe possui em meus sonhos e fiz amor em seus contornos,&lt;br /&gt;Estornos da minha necessidade insana de viver em você e...&lt;br /&gt;Convergir pensamentos que vão tirar-lhe de uma tela parada&lt;br /&gt;Para a tela molhada do meu corpo nu, suado e enevoado de excitação... _Vem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Reticências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Reticências... O acaso de um caso de amor não vingou.&lt;br /&gt;Enfronha-se na fronha de estampa acordada e viçosa,&lt;br /&gt;De um travesseiro macio em plumas de nuvens,_ perfumes!&lt;br /&gt;De sonhos velados no passado amassados... Rebordosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece ser o tecer da teia, fio de seda brilhosa, porosa,&lt;br /&gt;Que em cadeia faz seletas, porém suaves alternâncias,&lt;br /&gt;Embebido no sabor do mel de uma madura mulher feiticeira,&lt;br /&gt;Segura, envolvente, sensualmente bela em reticências...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na penhora de dias lúgrumes esse amor transborda,&lt;br /&gt;Na borda da taça o batom remarca a champanhe&lt;br /&gt;Em lua minguante no traço da taça embebida, molhada,&lt;br /&gt;Embaça escarlate o fel do mel em nuances... Entre nuances.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simbolismo platônico, pungente, acordado e adormecido,&lt;br /&gt;Do tempo que faminto engole cólera, sentimentos, demências.&lt;br /&gt;De um mundo intrínseco invadido, perfumado dos espinhos,&lt;br /&gt;De rosas mornas, quase mortas, venenosas,_ reticências...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salobra é a água que rega a regra sem exceção...&lt;br /&gt;Do acaso de um caso de amor comungado, excomungado, carcomido...&lt;br /&gt;Maculado na epígrafe, malogrado em devorados capítulos,&lt;br /&gt;Conteúdo colado e estilhaçado pra não ter conserto depois...&lt;br /&gt;Reticências...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Primeira oratória&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dialeto de insígnias mórbidas,&lt;br /&gt;Transtorno em véus no ventre dos céus,&lt;br /&gt;Esfumaçando olhar na penúria dos dias e noites...&lt;br /&gt;Catalisa a emoção que esfria a tez...&lt;br /&gt;O mosaico de cinzas em cinzas e escarlates,&lt;br /&gt;Renuncia e penúria de dias sem emoção.&lt;br /&gt;Troncho rebento de pureza impura,&lt;br /&gt;Caminhos de ventos tormentos e insensatez.&lt;br /&gt;Revirando as mórulas do tempo&lt;br /&gt;No ventre que ainda comunga à tarde,&lt;br /&gt;E espera a noite em inebriante busca.&lt;br /&gt;Se algo custa não se sabe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrevivi!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;“Atravessei um deserto! Sobrevivi a um dilúvio! Sacrificaram-me numa masmorra! Confundiram-me e quase destroçaram minha alma! Deram-me beijos de Judas! Anteciparam minha morte quando me impugnaram um pecado que não cometi! Não acreditaram em minhas intuições! Difamaram meus momentos e por fim me ofereceram ao submundo de heresia e tentaram me alentar com palavras para me alucinar! _ O que fiz?_ Me amei mais! Orei mais!_ Acreditei mais em mim!_ Me doei mais! _ Me pertenci mais! _Quando me vi... estava num oásis onde Deus eu escolhi! E livre como uma águia, eu voei”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Quarto sombrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho o quarto sombrio, sinto um arrepio, uma tristeza, uma saudade...&lt;br /&gt;Sinto teu cheiro que me invade os pulmões e acelera-me o coração.&lt;br /&gt;Duas lágrimas ignóbeis caem sobre minha face sem expressão.&lt;br /&gt;Vivo de tuas lembranças, vivo da esperança do teu retorno a mim.&lt;br /&gt;Comungo comigo mesma a santidade maculada de um amor destroçado,&lt;br /&gt;Inebriada de paixão, sucumbo à triste condição de pertencer ao teu passado.&lt;br /&gt;Olho para os lados, _ fixo meus olhos perdidos,&lt;br /&gt;No crucifixo na parede parada, adornada apenas pela luz da lua,&lt;br /&gt;Tão clara tão nua, apenas a filmar momentos de nós,&lt;br /&gt;Numa tela preta, deprimente sarcófago das lembranças de nós dois.&lt;br /&gt;Já não sinto teu olhar marejado da despedida, dormente estou.&lt;br /&gt;Crepúsculo sem medida, sem saída, sem perdão.&lt;br /&gt;O que faz um coração que pulsa, e sofre, e cala?&lt;br /&gt;Na impermeabilidade dos meses nada tenho nada vejo de esperança.&lt;br /&gt;Não sonho nem creio, só anseio por te olhar.&lt;br /&gt;Nem que seja de longe, memorizar teu semblante.&lt;br /&gt;Teu sorriso já distorcido pelo tempo jaz em algum lugar do tempo.&lt;br /&gt;Não me lembro do teu leve caminhar...&lt;br /&gt;_ Clemência! Triste vida a farrapos expostos,&lt;br /&gt;Consolos e desventuras, tristes figuras num porta retratos.&lt;br /&gt;Famigerada condição, não ter teu coração e dele por tanto tempo ser enganada.&lt;br /&gt;Tu brincas de dono dos sentimentos, queres controlar o tempo, a ação e a razão.&lt;br /&gt;Vens-me à tona em perdido e sofrido grito,&lt;br /&gt;Desequilíbrio, sequelas de um amor em desordem.&lt;br /&gt;Capturas o bem e entrega-me o mal,&lt;br /&gt;Assim como o mar entrega o sal nas areias brancas maculando-as,&lt;br /&gt;Onde irá secar endurecer e fazê-las esquecidos sem o porquê.&lt;br /&gt;Acabada em minhas buscas,&lt;br /&gt;Irremediavelmente estrangulada em pensamentos de ti,&lt;br /&gt;Assim, caminhos de nós, caminhos de nos em cordas grossas e puídas,&lt;br /&gt;Que se partirão e jogar-me-ão ao chão, energúmena vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou inteira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Sou alma nua, respingando sobre a Lua meus quartos crescentes!&lt;br /&gt;Sou estrela cadente que num repente, deixou sua calda de mil estrelas luminosas,&lt;br /&gt;Todas prosas a emoldurar o céu profundo como se o escuro do mundo a dourar.&lt;br /&gt;Sou a profundeza do próprio mundo a juntar a felicidade pouco a pouco&lt;br /&gt;Distribuí-la a tantos outros, comungando a felicidade de brilhar e encantar...&lt;br /&gt;Sou Fada armada de espada, que aboliu o condão para derrotar a Santa Inquisição!&lt;br /&gt;Sou idade média de muitos mitos e ritos em busca da confissão dos que maltratam,&lt;br /&gt;Esquartejam e esfaqueiam uma nobre alma de mulher.&lt;br /&gt;Sou dos sonhos a própria eternidade, pássaro em liberdade fugido do cativeiro,&lt;br /&gt;Em revoada conquistando os ares.&lt;br /&gt;Sou saudade da criança que ainda habita meu coração risonho,&lt;br /&gt;Alimento-me de memórias dos tempos dos dragões, fadas, bruxas e tudo mais...&lt;br /&gt;A feiticeira que desnuda em sedução e abriga seus rituais de encantar,&lt;br /&gt;Oprimindo delitos e gritando a Paz!&lt;br /&gt;Ordeira, faceira, vivo no limiar da sombra do caminho e do sol perto do espinho.&lt;br /&gt;Sou o pão e o vinho em comunhão para com Jesus orar pelas&lt;br /&gt;Nações aviltadas pela fome.&lt;br /&gt;Sou “Pequeno Príncipe”, a passar em vários mundos,&lt;br /&gt;Sementes de sabedoria deixar.&lt;br /&gt;Sou o despertar dos sentimentos limpos,&lt;br /&gt;Da imaginação ativa e dos sentimentos.&lt;br /&gt;Dos sábios, a terceira visão, tendência, despertar da razão,&lt;br /&gt;E dormência da solidão. _Sou inteira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Noites insones...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acordei tantas vezes esta noite, que me esqueci de dormir...&lt;br /&gt;Fazia frio, fez calor... O ardor no corpo exalava o prazer...&lt;br /&gt;Queria eu entender aquilo e tudo mais! _ Não fui capaz!&lt;br /&gt;O temer tremia em meu corpo ardente&lt;br /&gt;Que incessantemente não pousava na cama...&lt;br /&gt;Sentia algo que enlouquecia fazendo de mim ofegante,&lt;br /&gt;Insana numa heresia de pensamentos...&lt;br /&gt;Mórulas do tempo e do evento de buscar ser feliz...&lt;br /&gt;Por um instante pensei ser o meu enlouquecer...&lt;br /&gt;Delirei... Quase me dilui ao querer-te bem no meio de mim...&lt;br /&gt;Anseio de divagar em miragens teu másculo corpo desejar ensejar...&lt;br /&gt;Metades se refestelavam em mim, assim, não consegui dormir e divaguei.&lt;br /&gt;Se eu sonhei? Se me iludi ou se foi verdade... Não sei, eu delirei!&lt;br /&gt;_ O coração estilhaçado procurou na cama em vão o teu coração...&lt;br /&gt;Embebi-me de desejos, acoplada em teu corpo,&lt;br /&gt;Desmesura paixão... Delícias... Apenas imaginei e deixei-me sentir-te em mim...&lt;br /&gt;Pousado assim, bem devagar em minhas pernas enroscar... Ahhh!&lt;br /&gt;Não fugi, nem perdi a noção do vão que havia entre,&lt;br /&gt;O que sentia e o que realmente havia de verdade...&lt;br /&gt;Ficou a saudade acoplada a um vazio!_ Onde te buscar de novo?&lt;br /&gt;Quem sabe um novo acontecer possas me promover esta noite,&lt;br /&gt;Que começa a se aleitar e meus delírios nessa cama a povoar...&lt;br /&gt;Delírios acompanhados do tempo que invento pra te recriar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cama Vazia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tem o teu cheiro no travesseiro,&lt;br /&gt;Nas tuas roupas no armário, nas cortinas paradas,&lt;br /&gt;Que adornam a janela sem horizontes.&lt;br /&gt;O porta-retratos quebrou! Tua foto migrou de cima do móvel,&lt;br /&gt;Que imóvel, viu tua foto se espatifar ao chão.&lt;br /&gt;O som portátil parou! Nenhuma canção por meu ouvido adentrou.&lt;br /&gt;A toalha estendida no velho cabideiro, nenhuma emoção notou,&lt;br /&gt;Teu cheiro nela permanece e me entorpece de amor...&lt;br /&gt;Ela aguarda novamente por teu corpo secar, gota a gota.&lt;br /&gt;Uma a uma se encharcar... Se deliciar em te cobrir, te tocar...&lt;br /&gt;Embrulhar-te como um presente para que eu possa descortinar.&lt;br /&gt;Os lençóis ainda amassados aguardam o teu rolar,&lt;br /&gt;Envolver-me, manter-me sob ti, lhe aconchegar,&lt;br /&gt;E um suor intenso de paixão, _secar!&lt;br /&gt;A coberta descobre o vazio profundo que deixastes no porão do meu coração.&lt;br /&gt;A taça do último champanhe, ainda tem a meia lua da tua boca na borda,&lt;br /&gt;Que contorna a frieza da taça e se embaça no tempo esquecida o teu gosto.&lt;br /&gt;A meia luz do abajur quase apagado espera, ainda, refletir tua silhueta,&lt;br /&gt;Pelas paredes do quarto, pelo piso do chão.&lt;br /&gt;Nossos sonhos aprisionados nas paredes esperam tua volta para enfim,&lt;br /&gt;Poderem ser libertados do cativeiro das lembranças, e retornarem a ter,&lt;br /&gt;A liberdade e a esperança de novamente serem sonhos, arpejos de amor!&lt;br /&gt;Teus chinelos esperam teus pés novamente calçar, e passearem de novo pela casa,&lt;br /&gt;Se libertarem do chão fio e aquecerem teu caminhar.&lt;br /&gt;Tudo igual... Tudo ali, do jeito que deixastes,&lt;br /&gt;Até meu coração que se tornou uma imensa cama vazia, sem sonhos, sem vida,&lt;br /&gt;Aturdido pela repetição em orações, sem entender, que amor quando se acaba,&lt;br /&gt;Não tem conserto nem como voltar a pulsar.&lt;br /&gt;Eu te espero mesmo assim, apenas do amor que sinto,&lt;br /&gt;Do frio que me consome, e do vazio de olhar,&lt;br /&gt;Uma cama que sem dono não tem mais um amor a abrigar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Eternidade de solidão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Faz muito tempo criei resistência,&lt;br /&gt;Na tendência unívoca de não me perder nas lembranças de você.&lt;br /&gt;Faz muito tempo que meus sonhos são meros coadjuvantes,&lt;br /&gt;E meu amor... Mero mentor da inacabada colcha de retalhos.&lt;br /&gt;Mosaico de estrelas, laços do tempo, tributos de pensamentos,&lt;br /&gt;Por entre os rebentos de um mar bravio,&lt;br /&gt;Fiz-me pavio de uma luz de velhas e na tormenta me apaguei.&lt;br /&gt;Repaginada e virada do avesso,&lt;br /&gt;Paguei meu preço à insanidade desse sentimento.&lt;br /&gt;Difusora redimensionada de tanto desafeto,&lt;br /&gt;Vindo de você, me destrocei...&lt;br /&gt;Como um feto, me abortei e subtrai toda a dor.&lt;br /&gt;Enquanto a flor da alma fora encanto,&lt;br /&gt;Num manto me encolhi, abriguei-me,&lt;br /&gt;Não percebi o frio voltar e murchei.&lt;br /&gt;A escalada tinha o cheiro da pedra puída em alto mar.&lt;br /&gt;Guirlanda das noites, envolta no fio do algodão,_ solidão!&lt;br /&gt;Perdi o chão e levitei a dor que ainda carpinha meu corpo,&lt;br /&gt;Provoca a ruptura de minha alma e esquarteja meu rosto.&lt;br /&gt;O que foi feito do corpo desejado, dos beijos inflamados?&lt;br /&gt;O que foi feito dos pensamentos concisos?&lt;br /&gt;Repetidamente a inóspita noite avançou,&lt;br /&gt;A lua sumiu e o sol esqueceu-se de acordar,&lt;br /&gt;Os dormentes sentimentos de ser ou estar,&lt;br /&gt;Pertencer e direcionar... Tudo está vazio agora.&lt;br /&gt;A solidão eternizada numa estrada desértica.&lt;br /&gt;Seria o tempo a ventar meu divagar?&lt;br /&gt;Seria a solidão a açoitar meus clarões do acordar,&lt;br /&gt;Para de novo adormecer e atormentar?&lt;br /&gt;Cem anos se passaram e eu no mesmo lugar...&lt;br /&gt;Pensamentos em você, ainda a divagar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Edna Fialho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7003983450441383596-7978911540043966856?l=ednafialho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7003983450441383596/posts/default/7978911540043966856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7003983450441383596/posts/default/7978911540043966856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ednafialho.blogspot.com/2010/11/solidao-dois-desenlace-faz-muito-tempo.html' title=''/><author><name>portalantoniopoeta3</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02687495638533261908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_KZnDknSGDAw/So4nEo1l8pI/AAAAAAAAAAM/ijAySi-VNiA/S220/Z13srb51.jpg'/></author></entry></feed>
